Velhos e novos materiais da expansão astu- riana e leonesa no Ocidente peninsular entre os rios Douro e Mondego. (Muitas) hipóteses e (poucas) conclusões

Paulo Almeida Fernandes

Resumen


Entre a segunda metade do século IX e o final da centúria seguinte, o território situado entre os rios Douro e Mondego foi um campo aberto à expansão asturiana e leonesa. Dessa dinâmica colonizadora chegou até hoje um conjunto apreciável de documentação, um número restrito de materiais tipológicos descontextualizados arqueologicamente e um ou outro monumento que, na sua complexa história, integra elementos relacionáveis com o que se conhece da arte asturiana e leonesa.

Neste artigo, proponho um conjunto de hipóteses acerca da evolução de um território específico, integrado numa longa duração civilizacional. Diferentes agentes, imbuídos de distintas ambições, foram responsáveis pela alteração da paisagem e deixaram marcas físicas da sua acção. A reconstituição histórica deste fenómeno não é fácil nem isenta de dúvidas, tal como problemática é a caracterização dos principais monumentos e respectivos programas fundacionais. As igrejas de Balsemão e de Lourosa continuam a ser os mais eloquentes testemunhos nesta área, mas há novos companheiros de viagem como a torre de Trancoso, o sítio do Prazo ou as recentes descobertas na área da Senhora do Barrocal. O mais vasto panorama, contudo, comporta silêncios, hiatos e duvidosas realizações que importa questionar e contextualizar. 


Palabras clave


Reino das Astúrias; Reino de Leão; Arte pré-românica; Portugal; Reconquista

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DOI: https://dx.doi.org/10.17561/aytm.v24i0.1

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