Las aguas del semiárido brasileño: políticas públicas, saberes locales y sus desencuentros
DOI:
https://doi.org/10.17561/at.30.8963Palabras clave:
Semiárido brasileño, Acceso al agua, Familia, Salud, Conocimiento localResumen
Entendiendo que el acceso al agua moviliza una intensa vida social y cultural, abarcando desigualdades estructurales, diferentes actores sociales y diferentes epistemologías sobre el medio ambiente, este artículo analiza los conceptos de familia y salud que permean la ejecución de una política pública en particular: el Programa Uno Millón de Cisternas Rurales. A través del trabajo de campo de largo plazo en comunidades rurales de la región semiárida de Pernambuco y de la realización de entrevistas semiestructuradas con diferentes actores, queda claro que, aunque ella intente incorporar elementos de la cultura local en su diseño, el diálogo entre el conocimiento técnico-científico y el conocimiento tradicional aún enfrenta muchos obstáculos. Este aspecto demuestra la necesidad de ampliar los estudios sobre prácticas y tecnologías de gestión social del agua, además de la importancia de problematizar el (des)encuentro de diferentes saberes en la promoción de soluciones a situaciones de escasez de agua.
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