Baltasar Dias, «cego da ilha da Madeira»:

notas sobre os autos de devoção (Auto do Nascimento, Auto de Santo Aleixo e Auto de Santa Catarina)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17561/blo.vextra4.6358

Palabras clave:

literatura de cordel portuguesa; século XVI; Baltasar Dias; teatro popular religioso; cristianismo.

Resumen

Nascido na ilha da Madeira por volta de 1515, Baltasar Dias é um autor que a história da literatura e da cultura portuguesa não ignora e até exalta como um dos maiores representantes do teatro português popular e de cordel do século XVI. Mas são quase inexistentes os estudos sobre este poeta e dramaturgo, que não aceitou ser desapossado do que era seu por livreiros sem escrúpulos e obteve de D. João III uma licença para imprimir os seus próprios folhetos. Proponho-me revisitar o que se conhece da vida deste autor e esclarecer alguns aspetos da sua produção teatral. A partir das peças de devoção Auto do Nascimento, Auto de Santo Aleixo e Auto de Santa Catarina, apresento neste artigo alguns subsídios para o estudo quer da estética dramática de Baltasar Dias, quer do lugar que este “homem pobre” ocupa na história literária e cultural.

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Publicado

2021-12-21

Cómo citar

Nogueira, C. (2021). Baltasar Dias, «cego da ilha da Madeira»:: notas sobre os autos de devoção (Auto do Nascimento, Auto de Santo Aleixo e Auto de Santa Catarina). Boletín De Literatura Oral, (4 ext), 127–139. https://doi.org/10.17561/blo.vextra4.6358