A “economia do dom” como impulso para ações solidárias no pós-pandemia
Um estudo sobre uma horta doméstica em um bairro de Blumenau, SC, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17561/rae.v22.6739Palavras-chave:
Economia do dom. Alimentos orgânicos. Solidariedade. Hortas domésticas. Pós-pandemiaResumo
Este texto discute as hortas domésticas em espaços urbano-rurais como contribuição para uma “economia do dom” na realidade pandêmica, caracterizada pelo crescimento do desemprego, empobrecimento e insegurança alimentar. A investigação se constituiu como um estudo de caso que analisa uma experiência de horta doméstica em Itoupava Central, bairro com cerca de 28 mil habitantes, da cidade de Blumenau, SC, Brasil. A investigação constatou que uma horta doméstica, que possibilita a produção de alimentos orgânicos e mudas de árvores frutíferas para serem compartilhadas através de doações e acompanhadas de reflexão e motivação para a solidariedade, se constitui em importante símbolo de uma “economia do dom”, e possui potencialidades para re-significar ações coletivas e produção de alternativas frente à realidade do individualismo, da pobreza e da necessidade de relações socioambientais que referenciem a importância da sustentabilidade econômica, social e ambiental e o cuidado para com o meio ambiente no pós-pandemia.
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